E o Peñarol queria ganhar a Libertadores. Queria como, se não deu um chute a gol na partida final e precisou de um gol contra para assustar o Santos ? A diferença técnica entre as duas equipes ficou muito evidente nos dois jogos e o resultado premiou quem mereceu.
Até que em alguns momentos os uruguaios dificultaram as coisas. Mas sempre recorrendo ao anti-jogo, às faltas violentas, à complacência do árbitro com os jogadores truculentos. Toda vez que a bola rolou, que prevaleceu o jogo propriamente dito, o Santos foi infinitamente superior e mereceu levantar a taça.
Toda conquista tem um momento chave. E o dessa Libertadores foi, sem dúvida, os 2 a 1 contra o Cerro Porteño no Paraguai na primeira fase, onde só servia a vitória. O jogo do dia 14 de abril, com Muricy no cargo há menos de uma semana, com os desfalques de Neymar, Elano e Zé Eduardo e com Ganso voltando de longa inatividade, tudo apontava para um fracasso e uma eliminação precoce. Foi então que, Muricy no banco e Ganso em campo, ambos assumiram a responsabilidade e trouxeram os três pontos. A partir daí tudo mudou. E mudou para melhor.
Foram momentos de grande sofrimento: o empate contra o América no México, garantido pelo goleiro Rafael, o final do jogo contra o Once Caldas no Pacaembu, até mesmo o final do jogo contra o Peñarol em Montevidéu. Mas é dessa forma mesmo, não há título sem sofrimento, é assim que funciona.
Foto: Divulgação Santos FC
Agora é pensar no Mundial. E na necessidade da manutenção dos principais jogadores. Rafael, Arouca, Elano, Neymar e Ganso formam a espinha dorsal desse time. A saída de qualquer um deles seria desastrosa. Tomara que a possibilidade próxima de um título intercontinental ajude a segurá-los.
Se nenhum deles sair e com a volta iminente de Zé Roberto o Santos terá condições de enfrentar qualquer time sem nenhum temor.
José Calil
Calil parabens pelo nosso santos, saudades de você na transamérica e na trianon!!!Você esta em alguma radio além da 98 webrock:
ResponderExcluir